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quinta-feira, 18 de março de 2010

"If he died in Memphis, then that'd be cool"

Ontem depois da aula entrei no twitter e vi que o Rob Sheffield estava twittando a respeito do Alex Chilton, fui procurar a respeito e descobri que ele tinha morrido. É uma tristeza grande, ainda mais ele que ainda estava na ativa, inclusive iria se apresentar no South by Southwest essa semana.
Fui procurar na mídia nacional, nenhum dos grandes portais dava sequer uma nota de falecimento, nada.
Hoje de manhã o G1 deu uma notinha dentro do espaço para música e até com algumas informações erradas.
Na minha vida eu tenho alguns arrependimentos, um deles é ter demorado demais para conhecer algumas coisas, entre elas o Big Star, eles são o tipo de coisa que deveria ser ensinado na escola e apesar de tudo quanto é tipo de artista falar sobre eles, ou fazer alguma cover, eles permanecem um segredo para o grande público, totalmente inexplicável.
O Big Star é o tipo de banda que quando você ouve pela primeira vez, quer ter uma namorada para dividir, quer gravar um disco com "Thirteen" pra ela, ou então "I'm in love with a girl", "My life is right".
Ele fez parte também do Box Tops que chegou a excursionar com o Beach Boys e o Doors, foram uma das primeiras bandas do chamado "blue eyed soul", mas pra mim em especial é uma banda menor que Big Star, até porque não eram eles que compunham as músicas, tenho esse negócio com o autoral.
Depois que o Big Star acabou ele fez mais um monte de coisa, se uniu a todo tipo de músico, enquanto produtor chegou a trabalhar com o Cramps, também fez uma colaboração em uma música dos Replacements.
Era um artista muito querido que vai embora cedo



















ps-ele não morreu em Memphis, e sim em New Orleans, not cool :(

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Time, you're no friend of mine



Eu queria escrever aqui sobre política, sobre filmes bons inesperados, mas ao invés disso vou pegar minha segunda cerveja, já volto...

Acabo de bater o pé numa quina, o dedinho direito e o seu vizinho, to bem, sem problemas, e é sobre isso que eu gostaria de falar agora, não bater o pé numa quina, mas sobre riscos.
Vejam bem, não tenho vontade de ser um kamikaze nem nada disso, mas estive pensando que falta um pouco de aventura, falta uma certa excentricidade.
Hunter S. Thompson gostava de armas, Hemingway gostava de caçar, pescar, jogava nos cavalos, e por aí vai.
E eu?
Acho que as duas vezes que mais me arrisquei na vida foram
1-viagem de san diego a chicago, dirigindo, sozinho, conversando sozinho, conversando com o gps, na verdade mais xingando do que conversando, ouvindo listas que eu tinha preparado para mudar minha vida nessa viagem, ouvindo rádios universitárias e coisas do tipo.
2-karaoke em um parque de Berlin na frente de uma pequena multidão
So what?
Nada.
Não sei dirigir uma moto, a última vez que peguei em uma arma devia ter uns dezessete anos(pra falar a verdade não tenho vontade de usar uma arma), eu nunca escalei porra nenhuma, pra falar a verdade tenho preguiça de ir até à padaria a pé
E o que eu vou fazer em relação a isso?
Provavelmente nada, pelo menos não hoje, por enquanto vou terminar essa cerveja e dormir, amanhã tem trabalho, tem viagem, mais uma viagem longa, com trilha sonora para mudar uma vida e enquanto não aparece nada grande vamos tentando distrair com as coisas pequenas

ps-acordo quinze pras oito e aciono o soneca, cinco minutos mais um pouco de preguiça e já são oito e meia, tomo um danup enquanto olho os emails, já são dez pras nove, até pegar tudo e sair de casa nove e dez, trânsito e caminho longo, chego no trabalho quase dez horas.
Estava viajando e ouvindo time is on my side dos Stones, mas não faz o menor sentido, então comecei a ouvir hootie and the blowfish

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

mexerica

Estava lendo o mexerica novamente e como dá saudade, não se engane quem entra hoje lá e vê um monte de merda, nos áureos tempos era tudo o que você precisava ler em um blog.
1-BO(celsinho sandoval):
era sempre o humor rápido que um blog precisa ter, geralmente uma foto com algum comentário

2-Lagah(jack daniels):
tinha um certo humor, mas pra mim o auge era quando ele escrevia alguma coisa cotidiana e junto vinha alguma indicação de música e ou filme.

3-Cardoso(jairo botelho):
também o humor rápido, nem sempre tão eficiente quanto o do BO mas compensava com alguma foto de uma gostosa.

Lá eles conversavam sobre política e atualidades, você sabia o que estava acontecendo no mundo e ainda dava risada, foi onde surgiu a rota.

Agora o BO tá tentando reativar o negócio e espero que ele consiga

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

father and son



Faz algumas semanas que eu assisti esse filme do Ethan Hawke e se o filme não é lá essas coisas, pra mim essa cena de pai e filho é muito boa, porque é o filho puto com o pai e o mais engraçado é que ele não quer nem conversar com o pai sobre o relacionamento deles, ele quer que o pai resolva o problema que ele tá tendo e freqüentemente acabamos fazendo isso. A lindeza é que o pai tenta ajudar, ele não faz idéia do que o filho tá passando mas tenta ajudar e é claro que o filho sempre vai falar "meu, você não sabe de nada" e a lindeza maior é que o pai não sabe nada mesmo, mas ele conhece o próprio filho.
Por muito tempo eu culpei meu pai por várias coisas, a gente esquece às vezes que nossos pais são seres humanos e nós enquanto seres humanos estamos fadados a fazer merda, lembro quando eu era criança e eu achava que meus pais não mentiam, não erravam, não faziam sexo, mesmo depois de saber como uma criança era gerada eu pensava "tá, eles fizeram sexo pra que eu e minha irmã pudéssemos nascer", na verdade a intenção deles era não ter filhos, pelo menos não quando eles tiveram. E eu acabava culpando a separação dos meus pais por tudo e isso acabou virando uma muleta pra mim, a verdade é que eu sou um cara que desiste e depois que eles se separaram eu fiquei mais preguiçoso do que já era.

Essa música sempre significou muito pra mim e até hoje eu choro vez ou outra, quando ouço ela, especialmente quando é o johnny cash que canta, é o pai tentando passar algo pro filho, mas na verdade ele não pode passar nada porque é uma outra geração e o filho não quer o que o pai quer e às vezes os pais acabam atrapalhando quando querem ajudar muito, fato é que os pais tentam ajudar no que sabem mas da nossa vida eles não sabem nada a partir de um momento da vida, e é o que acontece com o ethan hawke no filme, ele conhece o filho, mas ele não sabe mais o que ele quer ou o que dizer para ajudar e pra ele só resta uma alternativa. Tentar


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Born to run



parabéns chefe

terça-feira, 18 de agosto de 2009

wilco will love you baby


and I'll love them back

segunda-feira, 20 de julho de 2009

quando o assunto flui

estava lendo uma entrevista do leonard cohen aqui, recomendada no "de uma repartição", e existe sempre aquele negócio em uma entrevista, será que o entrevistador foi bem?, será que quem concedeu a entrevista foi simpatico? e todo esse tipo de coisa, mas caso é que uma entrevista nada mais é que um diálogo, você não vai perguntar pra ivete sangalo ou pra fergie por exemplo, sobre morte(apesar que achei o entrevistador muito enfático na morte e espero que o leonard cohen não morra tão cedo), decepções, escolhas, vida.
Acho que foi meu avô quem disse que história tem quem viveu, se a pessoa morrer com 5 anos ela não vai ter o que passar pra frente.Concordo com ele, e acho que no caso especifico de uma entrevista, quanto mais interessante e vivida essa pessoa(e o entrevistador também) melhor flui essa entrevista

ps-a entrevista apesar de curta é muito legal

quinta-feira, 2 de julho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

dylan



Ah get born, keep warm
Short pants, romance, learn to dance
Get dressed, get blessed
Try to be a success
Please her, please him, buy gifts
Dont steal, dont lift
Twenty years of schoolin

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

The End Is The Beginning Is The End





Minha família era o Metallica, meu pai era o Dave Mustaine e depois de muito tempo agüentando os excessos dele minha mãe pediu pra ele sair da banda, mas na minha cabeça de 11 anos minha família era o Dinosaur Jr e meu pai era o Lou Barlow, depois que meus pais se separaram eu ficava perguntando pra minha mãe porque eles se separaram, culpava até um pouco ela enquanto J. Mascis da história por ter chutado o Barlow. Ela tentava explicar de forma carinhosa que meu pai talvez tivesse mais focado no folk, no lo-fi e não estaria ajudando muito, de repente a banda tinha perdido a química.
Eu sempre fiquei na expectativa de uma reunião, nem que fosse apenas pra uma tour, e eu esperava que essa tour durasse o resto da vida.





Nunca aconteceu



Depois que meu pai montou o Sebadoh as esperanças diminuíram, claro que hoje em dia eu percebo que ele conseguiu isso, a esposa dele ajuda bastante e tem sido uma boa companheira, meu pai também evolui bastante, não que ele fosse ruim mas na minha opinião ele melhorou. No entanto, na época pra mim ele tinha montado o Megadeth e não tinha o que dizer, era uma merda, não tem como comparar o Megadeth com o Metallica, mas como minha mãe enquanto James Hetfield que era tomou tal decisão, não tinha muito como reclamar, e eu não reclamava, minha irmã reclamava bastante e chorava sempre, eu ficava sempre quieto tirando uma vez que eu confrontei os dois explicando que eles deveriam ficar juntos(sem nenhum fundamento), teve também uma vez que eu tive um colapso e chorei por 2 horas seguidas.



Pra piorar minha mãe diferente do Metallica, não contratou outro lead guitar pro lugar do meu pai, então ela tinha que fazer ritmo e solar ao mesmo tempo, e se vocês querem saber ela deu conta do recado


(esse é mais pra zuar o cardoso, ahahaha, keep on rockin' card)


por enquanto é isso, se eu animar volto em algum tempo(de férias disso por enquanto).